Vou tentar fazer a melhor descrição que conseguir! Faço
esta descrição, porque é provável que venha a falar em certas partes e depois
não sabem do que estou para aqui a falar!
Todo o Hospital Dona Estefânia te as suas paredes
decoradas, à exceção dos corredores que continuam com as suas cores monótonas.
O Hospital é constituído por vários “blocos” (vamos chamá-los assim): Tem um
bloco central, constituídos pelo edifício principal, onde se encontram as
urgências, o bloco operatório, o laboratório, a Radiologia, a Fisiatria e as
várias unidades de internamento. Colado a este edifício principal tem uma parte
destinada ás consultas externas de Neurologia Pediátrica e tem uma parte onde
funcionava a antiga Maternidade Magalhães Coutinho. Noutro bloco e perto dos
Serviços Administrativos, se não estou em erro, tem um pavilhão mais pequeno
para o Serviço de Genética e aqui perto fica também o Serviço de
Otorrinolaringologia. Mais abaixo tem o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia e
mais perto da entrada do Hospital, pela Rua Jacinta Marto, tem o pavilhão
das consultas externas. Tem também uma série de outros edifícios que,
sinceramente, não sei o que são. À parte disso tem também um jardim
considerável, para um Hospital.
Como podem ver o Hospital tem uma área considerável e uma
zona verde bastante grande. Na zona verde tem uma parte com uma imagem da Nossa
Senhora de Fátima, que apareceu aos Pastorinhos e foi neste Hospital que
faleceu Jacinta Marto. Aliás há pelos corredores do Hospital, uma exposição
permanente com fotos e em grande parte dela temos a Jacinta e a sua família.
Por detrás da imagem tem uma espécie de grades, do género das do Jardim
zoológico, onde tem patos gansos e uns pavões lindos, tenho de passar lá sempre
que posso. Adoro ir ali nem que seja passar os olhos rapidamente pela Senhora.
Como estava a dizer, as paredes do Hospital deviam ser
tão monótonas quanto os corredores, é normal este Hospital iniciou a sua
construção em 1860, mas agora as paredes dos serviços hospitalares estão
decoradas com pinturas nas paredes que alegram um pouco mais quem por ali
passa. O pavilhão central é essencialmente constituído por três pisos, o
primeiro, em tons de verde, onde ficam as urgências, a capela, a radiologia e a
fisiatria, o segundo em tons de azul, onde fica o bloco operatório e mais
alguns serviços e tem o terceiro em tons meio alaranjados, onde ficam mais
serviços, como a neurologia e ortopedia.
A sala da ressonância tem uma zona com duas macas, que
serve para o repouso até acordar da anestesia, uma sala em tons de azul e
também cheio de bonecada. A sala da ressonância, propriamente dita, é toda em tons
de branco, muito fresca e com uma decoração que eu adoro, apesar de ser
minimalista. É uma sala bastante tranquila, toda branca, com um teto lindo com
pontinhos luminosos coloridos, a máquina é decorada com notas musicais e outros
bonequinhos (tentei procurar umas
imagens mas não encontrei e também não posso tirar fotografias ali). Fora isto
há todo um barulhinho de fundo, muito tranquilizante, com sons ao balanço de
uma espécie de pendulo. Para além de gostar desta sala, o meu espaço favorito,
não deixa de ser a capela, onde passei grande parte do tempo a refletir, com
umas paredes enormes de pedra, ganha um ar meio sombrio mas acolhedor.
Um pouco da história (in Wikipédia):
O hospital foi fundado, oficialmente, em 17 de julho de
1877, no aniversário de morte de D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen
(1837-1859), Rainha de Portugal, a consorte do Rei D. Pedro V (1837-1861). Como
morreram cedo, nenhum dos dois jamais viu a construção finalizada.
D. Estefânia e seu marido demonstravam interesse por
doentes hospitalizados, vítimas de cólera e febre amarela. Insatisfeita com as
condições do Hospital de São José, a Rainha usou o seu próprio dote para criar
uma enfermaria e manifestou o desejo de fundar um hospital pediátrico de
crianças pobres e doentes.
Em 1860, D. Pedro V ordenou, em homenagem à sua falecida
esposa, a edificação do Hospital da Bemposta (nome antigo), que só ficaria
pronto sete anos depois, durante o reinado de seu irmão, D. Luís I.
D. Luís, por sua vez, cedeu os direitos de propriedade e
pertenças do hospital ao Estado português, em 23 de junho de 1872. O povo
português acabaria chamando-o definitivamente de Hospital de Dona Estefânia.


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