sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Hospital Dona Estefânia

        Setembro foi um mês interessante. O médico queria uma Ressonância Magnética e marcou também uma consulta para meados deste mês. Lá ia eu outra vez para Lisboa, a ideia não me agradava nada, mas se tem de ser, tem de ser!

Vou tentar fazer a melhor descrição que conseguir! Faço esta descrição, porque é provável que venha a falar em certas partes e depois não sabem do que estou para aqui a falar!

Todo o Hospital Dona Estefânia te as suas paredes decoradas, à exceção dos corredores que continuam com as suas cores monótonas. O Hospital é constituído por vários “blocos” (vamos chamá-los assim): Tem um bloco central, constituídos pelo edifício principal, onde se encontram as urgências, o bloco operatório, o laboratório, a Radiologia, a Fisiatria e as várias unidades de internamento. Colado a este edifício principal tem uma parte destinada ás consultas externas de Neurologia Pediátrica e tem uma parte onde funcionava a antiga Maternidade Magalhães Coutinho. Noutro bloco e perto dos Serviços Administrativos, se não estou em erro, tem um pavilhão mais pequeno para o Serviço de Genética e aqui perto fica também o Serviço de Otorrinolaringologia. Mais abaixo tem o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia e mais perto da entrada do Hospital, pela Rua Jacinta Marto, tem o pavilhão das consultas externas. Tem também uma série de outros edifícios que, sinceramente, não sei o que são. À parte disso tem também um jardim considerável, para um Hospital.

Como podem ver o Hospital tem uma área considerável e uma zona verde bastante grande. Na zona verde tem uma parte com uma imagem da Nossa Senhora de Fátima, que apareceu aos Pastorinhos e foi neste Hospital que faleceu Jacinta Marto. Aliás há pelos corredores do Hospital, uma exposição permanente com fotos e em grande parte dela temos a Jacinta e a sua família. Por detrás da imagem tem uma espécie de grades, do género das do Jardim zoológico, onde tem patos gansos e uns pavões lindos, tenho de passar lá sempre que posso. Adoro ir ali nem que seja passar os olhos rapidamente pela Senhora.

Como estava a dizer, as paredes do Hospital deviam ser tão monótonas quanto os corredores, é normal este Hospital iniciou a sua construção em 1860, mas agora as paredes dos serviços hospitalares estão decoradas com pinturas nas paredes que alegram um pouco mais quem por ali passa. O pavilhão central é essencialmente constituído por três pisos, o primeiro, em tons de verde, onde ficam as urgências, a capela, a radiologia e a fisiatria, o segundo em tons de azul, onde fica o bloco operatório e mais alguns serviços e tem o terceiro em tons meio alaranjados, onde ficam mais serviços, como a neurologia e ortopedia.

A sala da ressonância tem uma zona com duas macas, que serve para o repouso até acordar da anestesia, uma sala em tons de azul e também cheio de bonecada. A sala da ressonância, propriamente dita, é toda em tons de branco, muito fresca e com uma decoração que eu adoro, apesar de ser minimalista. É uma sala bastante tranquila, toda branca, com um teto lindo com pontinhos luminosos coloridos, a máquina é decorada com notas musicais e outros bonequinhos  (tentei procurar umas imagens mas não encontrei e também não posso tirar fotografias ali). Fora isto há todo um barulhinho de fundo, muito tranquilizante, com sons ao balanço de uma espécie de pendulo. Para além de gostar desta sala, o meu espaço favorito, não deixa de ser a capela, onde passei grande parte do tempo a refletir, com umas paredes enormes de pedra, ganha um ar meio sombrio mas acolhedor.



Um pouco da história (in Wikipédia):

O hospital foi fundado, oficialmente, em 17 de julho de 1877, no aniversário de morte de D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen (1837-1859), Rainha de Portugal, a consorte do Rei D. Pedro V (1837-1861). Como morreram cedo, nenhum dos dois jamais viu a construção finalizada.

D. Estefânia e seu marido demonstravam interesse por doentes hospitalizados, vítimas de cólera e febre amarela. Insatisfeita com as condições do Hospital de São José, a Rainha usou o seu próprio dote para criar uma enfermaria e manifestou o desejo de fundar um hospital pediátrico de crianças pobres e doentes.

Em 1860, D. Pedro V ordenou, em homenagem à sua falecida esposa, a edificação do Hospital da Bemposta (nome antigo), que só ficaria pronto sete anos depois, durante o reinado de seu irmão, D. Luís I.

D. Luís, por sua vez, cedeu os direitos de propriedade e pertenças do hospital ao Estado português, em 23 de junho de 1872. O povo português acabaria chamando-o definitivamente de Hospital de Dona Estefânia.

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